Hibisco Chinês (ou Rosa da China, ou Flor do Havai)

Divisão: Magnoliophyta | Classe: Magnoliopsida | Ordem: Malvales | Família: Malvaceae | Género: Hibiscus

Hibiscus significa Ísis (deusa egípcia), em grego, e representa um género botânico, com cerca de 300 espécies, inserido na família das Malváceas, com flores e folhas exuberantes. O seu cultivo, tanto ornamental como económico, está disseminado nas regiões subtropicais e tropicais, devido à sua extrema sensibilidade a geadas e temperaturas baixas constantes.

O Hibisco é um arbusto com flor, que floresce em cores garridas que vão desde o vermelho, ao laranja, rosa, branco ou amarelo, atingindo alturas de até 4,5m, quando plantado em zonas residenciais, e 9m em estado selvagem (em zonas muito luminosas). É uma planta muito resistente, aguentando-se bem em campos abandonados, bermas de estradas ou outros locais desfavoráveis.

Durante o século XVIII foi introduzido na Jamaica, chegando à Europa em finais do Século XIX, com o nome de Chá do Sudão. É comercialmente utilizada em muitas regiões como suplemente de fibras, corante para sapatos, tratamentos capilares e faciais, molhos para comida e chás. Alguns tipos de hibisco são utilizados na Ásia como atenuante para dores e sangramento menstrual.  É também conhecido como sendo a flor nacional da Malásia.

A flor deste Hibisco é tradicionalmente utilizada em tratamentos capilares e, pelo facto de ser comestível, em pratos típicos de salada das ilhas do Pacífico e em chás. São também utilizadas para “abrilhantar” sapatos nalgumas zonas da Índia ou como indicador de pH, alterando a cor de soluções ácidas para magenta/rosa escuro e soluções básicas para verde. A variedade vermelha tem particular importância em rituais tântricos, sendo também muito utilizada para adoração a Devi (uma Deusa Hindu).

Com base em análises laboratoriais recentes, o hibisco aparenta ter propriedades que podem ser úteis no controlo da pressão arterial e na redução do, denominado, “mau colesterol” (LDL) ao diminuir a aderência do colesterol às paredes dos vasos sanguíneos. A sua flor é rica em substâncias anti-oxidantes e antipiréticas, podendo ter utilidade também como analgésico ou antiespasmódico.

A medicina tradicional acredita também que o hibisco tem propriedades antibacterianas, e que pode ser usado com sucesso no tratamento de febres, infecções,doenças venéreas e infecções respiratórias. Alguns curandeiros sugerem a toma regular de chá de hibisco para promover o apetite e a saúde.